Pará vai sediar o maior encontro sobre exportação do país
O Encontro de Comércio Exterior - Encomex, maior evento do gênero no Brasil, será realizado nos dias 12, 13 e 14 de maio, no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém, por iniciativa do Governo do Pará, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MIDC). O Encomex foi apresentado aos empresários paraenses, na sede da Associação Comercial do Pará (ACP), na manhã desta quarta-feira (4), pelo representante da Secretaria de Comércio Exterior do MIDC, Sério Nunes, e pelo representante do Instituto Mercadológico das Américas (IMA), Luiz Curado.
Grande exportador de commodities como minério, madeira, carne bovina, além de outros insumos, o Pará tem forte aceitação de produtos lá fora. Porém, há um número considerável de empresas que ainda enfrentam barreiras (como a falta de informação) para potencializar seus produtos quando o assunto é exportação - isso sem contar com as médias e pequenas empresas, que, além de contribuir pouco para a pauta de exportação do país (apenas 08%), sequer possuem diretrizes desse tipo para o incremento da economia brasileira.
Participaram da primeira reunião sobre o Encomex o titular da da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect), Maurílio Monteiro, e representantes de órgãos de fomento como o Banco da Amazônia e o Banpará; de infraestrutura, como a Companhia Docas do Pará; da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa); instituições de ensino superior: Unama e Cesupa; Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Pará (Sebrae/PA); e agentes de exportação, entre outras.
O Encomex contará com a participação de várias autoridades locais, nacionais e internacionais - referências no assunto - em seminários, oficinas setoriais e temáticas e cursos. O evento contará ainda com showroom, espaço do exportador e rodadas de negócios, entre outras atividades.
De acordo com a diretora de Comércio Exterior da Sedect, Fátima Gonçalves, a idéia é fazer com que um maior número de agentes envolvidos no processo de exportação do Estado possa estabelecer desde já a exportação de seus produtos como uma prioridade. "Só assim, de fato, é que poderemos disseminar uma cultura exportadora nos agentes de exportação envolvidos no evento", afirmou. "Este ano, o evento será focado na atração de negócios", adiantou.
Para Fátima, a participação maciça dos setores financeiros, produtivos e instituições de ensino superior neste primeiro encontro estratégico de planejamento demonstra um grande interesse destes setores em participar de iniciativas como as que o governo promove para incentivar a exportação. "Este é o papel do estado, promover eventos que fomentem a economia do Pará",a firmou.
Para o secretário Maurílio Monteiro, o encontro vai permitir que um maior número de empresários e agentes de exportação saiba lidar com as dificuldades de mercado, além de conhecer mais sobre que mecanismos utilizar para internacionalizar os produtos. "Queremos contar com um maior número de empresas, de médio, pequeno e grade porte participando do evento", disse Maurílio.
O secretário sugeriu a participação do Sebrae Nacional no evento como fundamental para o Encomex, já que o órgão possui programas de excelência que visam à internacionalização de produtos. "Espero que o encontro seja um marco, uma busca ascendente para dinamizar a economia paraense e também um atrativo a empresas que ainda não exportam", concluiu.
O representante da Secretaria de Comércio Exterior do governo federal, Sérgio Nunes, lembrou que Belém já sediara o Encomex, em 1997, mas que, este ano, o encontro apresenta uma nova roupagem com muitas novidades. "Desde a criação do encontro, já envolvemos cerca de 80 mil pessoas (entre agentes, instituições públicas e privadas), totalizando mais de 130 eventos. O Encomex é considerado um sucesso", disse Sérgio.
Segundo ele, o Encomex pretende dar um maior conhecimento a empresários sobre os diversos mecanismos de exportação. "Dados mostram que algumas empresas perdem cerca R$ 2 milhões que poderiam lucrar com o mercado externo, por desconhecer os mecanismos de exportação".
O representante do IMA, Luiz Curado, disse que a Instituição freqüentemente faz pesquisas mercadológicas e projetos de mercado como forma de mapear a cadeia que envolve o comércio exterior. "Essas análises, assim como treinamento de agentes, é que iremos levar também para o evento", reforça. Segundo ele, há mercados consumidores como Dubai, nos Emirados Árabes, que poderiam ser aproveitadas. "Eles, por exemplo, são grandes consumidores de sucos e o Pará tem uma gama muito grande de frutas e um mercado que poderia ser mais aproveitado", afirmou.(Fonte: Agência Pará/Evandro Pantoja - Sedect)
Fonte: Revista Portos e Navios
Data: 08/02/2009
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